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Feedback x Feedforward

Atualizado: Jul 27



Já parou para pensar que as melhorias que você busca talvez não estejam acontecendo porque o seu feedback não está sendo dado de forma que o receptor possa adotar?


Uma das razões pelas quais as pessoas não progridem depois de receber feedback é que não sabem necessariamente o que fazer com ele. Por isso, para que o feedback tenha impacto, você deve colocá-lo em termos que possam ser operacionalizados.


Quando se fala sobre coisas que pertencem ao passado, a conversa para. Ninguém pode voltar no tempo e escrever um resultado diferente, o que está feito está feito. Um feedback profundamente enraizado no passado vincula as pessoas a uma narrativa imutável sobre sua própria inteligência e habilidades, gerando um sentimento de frustração, incapacidade e desamparo.


Complementar ou alternativo ao feedback, o conceito de feedforward, originalmente desenvolvido por Marshall Goldsmith, consiste em um feedback para o futuro, e está presente na cultura empresarial de gigantes como a Netflix.


Em vez de pensar no passado, diferentemente do feedback tradicional, o feedforward baseia-se em agilidade, adaptação e ação, direcionando o caminho para o desenvolvimento contínuo à medida que responde três perguntas:


O que devo COMEÇAR a fazer?
  • (start): novas hábitos e iniciativas, além de outras ações que deveriam mas não estão sendo executadas.


O que devo PARAR de fazer?
  • (stop): processos e comportamentos que estão sendo ineficazes, gerando improdutividade.


O que devo CONTINUAR fazendo?
  • (keep): práticas que estão funcionando bem e devem ser mantidas e enfatizadas.

O feedforward começar/parar/continuar é uma abordagem única para fornecer feedback que melhora o desempenho, aumenta a produtividade e mantém as equipes no caminho certo, levando a avanços no desenvolvimento.


Dar um feedback melhor é o objetivo, entretanto, não há nada de simples ou direto em dizer às pessoas como melhorar.


O feedback direcionado para o futuro cria consciência, libera criatividade, constrói equipes mais autônomas e resilientes, além de promover uma mentalidade de crescimento ao cultivar soluções entre os envolvidos, proporcionando mudanças realmente significativas na cultura da sua empresa.



Por Gabriela Kern Donamore

Marketing Analyst, ELOFY