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A Geração Z está chegando, mas ainda precisamos falar sobre os millennials


É só surgir uma nova geração, que não faltam artigos na internet querendo dar um "senta lá, cláudia" na anterior. Se dermos um Google por "Geração Z", já dá para sentir a ansiedade pela novidade: "Afastem-se, millennials", "Esqueça os millennials" e por aí vai.


Ok, novas gerações causam euforia. Mas se você for da área de recursos humanos, tudo que posso dizer é: não se afaste e não se esqueça dos millennials (Geração Y). Eles ainda estão longe de sair dos holofotes, especialmente quando estamos falando de empresas.

Na verdade, muitos deles estão recém subindo no palco principal. Com idades entre 24 e 37 anos, agora é o momento em que a geração Y está começando a liderar projetos, times, empresas e finalmente tem a possibilidade de expressar de forma genuína sua essência "orientada por propósito": 83% dos trabalhadores estão vendo os millennials gerenciando a geração X e baby boomers em seus escritórios.


Contudo, o que às vezes parece um bônus pode esconder um ônus alto. Os millennials nunca estiveram tão frustrados com suas empresas. Na mais recente pesquisa da Deloitte, o título "Millennials desapontados nos negócios, despreparados para a indústria 4.0" prepara as empresas para um tapa na cara: 60% dos membros da geração acreditam que as empresas não tem nenhuma ambição além de ganhar dinheiro.


E não é preciso ir muito longe para perceber qual o impacto dessa percepção em uma geração que sempre desejou mudar o mundo: 43% dos millennials esperam deixar a empresa atual dentro de dois anos se tiverem a oportunidade.

Verdade seja dita, em um mundo cada vez mais VUCA (Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo), com a Indústria 4.0 fazendo os millennials se sentirem despreparados e com a economia GIG sendo cada vez mais atraente, é hora das empresas colocarem o engajamento de seus colaboradores no, desculpe a redundância, centro do centro da estratégia. Ainda mais quando sabemos que dentro de um ano e meio 35% da força global de trabalho será composta pelos millennials.


Um bom começo parece ser olhar para a raíz do problema que, ao que tudo indica, parece ser o desinteresse de muitas empresas em pensar além do próprio umbigo: 75% dos millennials acreditam que as empresas se concentram em suas próprias agendas, ao invés vez de considerar a sociedade em geral.


E aqui vale desconstruir alguns estereótipos: não é que os millennials não achem que o lucro seja uma prioridade. Pelo contrário, por mais que tenham herdado a estabilidade econômica das últimas gerações, as recentes crises econômicas trouxeram um aprendizado grande, que inclusive já está absorvido e refletido no pragmatismo da Geração Z.


O ponto é que os millennials acreditam que as empresas deveriam ter objetivos mais globais: impactar positivamente o mundo e o meio ambiente, criar ideias inovadoras (produtos e serviços), gerar novos emprego, desenvolver carreiras e dar ênfase na inclusão e diversidade nas empresas.


Mas se para as organizações expandir a consciência dos negócios ainda é um desafio muito grande, talvez seja importante dar atenção aquilo que a Geração Y deseja para si: 63% recompensa financeira/benefícios, 52% cultura de trabalho positiva, 50% flexibilidade (horas, local de trabalho) e 48% oportunidade de aprendizado contínuo.

Aliás, esses são exatamente as mesmas coisas que a Geração Z expressa desejar das empresas. A única diferença é que a cultura de trabalho positiva (57%) está acima de recompensa financeira/benefício (51%), o que pode ser apenas reflexo de uma faixa etária que ainda não tem tantas obrigações financeiras.


Eu sei, pode parecer incoerente que os millennials critiquem que a única prioridade das empresas é o lucro, enquanto que a recompensa financeira/benefício lidera seu desejo de fidelidade. Mas, então, pergunto: não é justamente essa a missão dos millennials? Agir na intersecção entre propósito e lucro? Não é isso que eles vieram ensinar as organizações?

Desejar um bom salário, ainda mais agora que muitos membros da geração estão constituindo família, faz parte do papel da empresa em gerar bem estar para a sociedade. O problema é o lucro pelo lucro, e o lucro sem foco no desenvolvimento e qualidade de vida das pessoas.


Por fim, não fosse suficiente o desapontamento dos millennials, o cenário tende a ficar cada vez mais complexo: sem poderes plenos para realizar as transformações que desejam, e com o desafio de liderar uma nova geração que servirá de espelho para algumas de suas maiores dores: 61% dos membros da GEN Z diz que espera deixar a empresa atual dentro de dois anos.


Por Lucas Kafruni, Head de Marketing na Elofy


Referências:

https://cdn2.hubspot.net/hubfs/409577/Pre-Team%20Drive%20PDFs/Gen_Z_Millennials_Collide_Report_Dec_2016.pdf

https://www.manpowergroupsolutions.com.au/millennials

https://www2.deloitte.com/content/dam/Deloitte/global/Documents/About-Deloitte/gx-2018-millennial-survey-report.pdf

http://pontoeletronico.me/2017/geracoes-digitais/

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