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É hora da cultura voltar ao seu lugar à mesa no café do manhã

Atualizado: Jul 27



Faz anos que escutamos as pessoas recitarem como um mantra o famoso jargão atribuído à Peter Drucker, "A Cultura come a Estratégia no café da manhã". Talvez essa frase nunca tenha feito tanto e tão pouco sentido, ao mesmo tempo, em tempos de pandemia.


1. A necessária estratégia de isolamento social em combate ao COVID-19 comeu sua cultura no café da manhã

A maioria das empresas não estava preparada para a necessária adoção do trabalho remoto, muito menos em tempo recorde. Mesmo aquelas que estavam mais ou menos organizadas, por já possuíram uma política de trabalho remoto, não são exatamente as empresas que tiveram menos impacto cultural na transição do formato de trabalho. Talvez a questão não seja tanto o formato em si, mas garantir que independente do meio de trabalho, a cultura permaneça viva. Obviamente que culturas com um forte atributo de agilidade tem uma vantagem na rápida adaptação, mas, de novo, tão importante quanto a curva de adoção é uma empresa onde as pessoas tenham muita clareza do que é a sua cultura. Empresas que não possuem um manual que organize a cultura, bem como práticas que reforcem a sua manifestação, ficam desorientadas em situações que exigem uma transformação abrupta.


2. A estratégia está comendo a cultura no café da manhã

No momento que todas empresas tiveram que mudar a estratégia da empresa, da noite para o dia, a cultura virou refeição pela primeira vez. Isso começou com as mudanças emergenciais de estratégia que reorganizaram prioridades e estabeleceram planos de ação para a sobrevivência dos negócios, a transformação digital em prazo exponencial, as demissões nas empresas mais impactadas e a forma como tais demissões foram e estão sendo realizadas. Se você acha que sua cultura parece estar lidando bem com todas transformações, é bom redobrar o cuidado. Sua cultura pode estar até mais forte, mas, com certeza, não é mais a mesma de antes. Simplesmente porque as pessoas pós pandemia não são as mesmas de antes da pandemia. Por isso é importante ficar atento ao conjunto de comportamentos, valores, rituais e processos que estão emergindo e indicando o que é temporário e o que é definitivo na transformação da sua cultura.


3. A cultura social que emerge tempos de pandemia está comendo sua cultura no café da manhã

A empresa é o microcosmo do que é a sociedade e, portanto, seu espelho. Se por um lado a pandemia gera a angústia, ansiedade e medo; por outro, nos convida a resgatar valores que visam a integridade da civilização, como senso de unidade, empatia e colaboração. Este é o momento que as culturas estão simplesmente espelhando e potencializando aquilo que já existia em potencial nelas, seja isso bom ou ruim. Contudo, cuidado para não fazer relações literais. Não é porque uma empresa precisou demitir que irá manifestar uma possível sombra, ou que terá a sua cultura prejudicada. O ponto principal não é somente o que foi ou não feito, mas se houve coerência, justificativa e, principalmente, a forma como as decisões difíceis e sensíveis são comunicadas e tratadas pela cultura.


4. A sua cultura pode estar comendo sua cultura no café da manhã

Uma cultura não é diferente de uma pessoa. Tem seu consciente, aquilo que esta visível, e o seu inconsciente, que pode emergir com força em situações de estresse intenso como o que estamos vivendo. Culturas que nunca embarcaram em um processo de autoconhecimento, que não fizeram o movimento de entender e integrar sua sombra de forma consciente, podem ver o seu pior lado emergir com força em tempos de crise. O problema é que uma vez que a sombra se manifesta com força, ela submerge os traços positivos da cultura e tornam ainda mais desafiador restabelecer o equilíbrio na organização.


5. Parece que agora é a hora da cultura voltar ao seu lugar no café da manhã

Essa dança das cadeiras é apenas uma metáfora para expandirmos a consciência das empresas para alguns dos novos vetores que estão impactando a cultura corporativa em tempos de pandemia. Tão importante quanto buscar respostas prontas para perguntas que nunca foram feitas, é iniciar a busca pelas perguntas que vão elevar o nível de auto-conhecimento da organização.


Agora é a hora em que a cultura precisa voltar ao seu lugar no café da manhã, fazer sua auto-avaliação, pedir feedback para seus membros, pesquisar o que as pessoas estão pensando sobre temas sensíveis, olhar para a sua missão e compreender o que pode ser potencializado ou transformado nesses tempos onde até jargões podem ser reinventados.


Por Lucas Kafruni

Head de Produto & Marketing, ELOFY

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